História da Quadrilha Junina: Qual a Origem e Significado

Tudo Sobre História da Quadrilha Junina

História da Quadrilha Junina

O que é Quadrilha Junina?

Segundo o site Wikipedia: A quadrilha é uma contradança de origem holandesa com influência portuguesa, de Arraiais”, e era parte das comemorações chamadas de festas juninas.

As festas juninas para os brasileiros são associadas com comidas de milho, fogueira, roupas de caipira e, com a quadrilha. Em especial pelo Nordeste, a dança inicia pelas festas de São João da escola. Mas, muitas pessoas seguem a tradição, quando já adultos.

 Origem das Festas Juninas – Assista ao vídeo abaixo:

É comum dançar a quadrilha em forma de brincadeira, em arraias das capitais e pelo interior, mas algumas pessoas levam esse costume a sério com participação em competições e em festivais.

A manifestação folclórica muito brasileira não surgiu no Brasil, e a origem da dança é pelo Velho Mundo.

É complicada a determinação exata da origem da quadrilha. Segundo Carmem Lélis, historiadora e pesquisadora da Fundação de Cultura da Cidade do Recife, a origem remonta às danças agrícolas da Europa, anteriormente ao cristianismo, com celebração da chegada do período de colheita.

Os primeiros registros citam a dança com origem na Normandia e na Inglaterra.

E o nome é do francês quadrille, de origem no termo italiano squadro, com significado da companhia de soldados dispostos em quadrado. Pelos séculos 18 e 19, a dança se espalhou pela aristocracia em muitos países europeus.

Estas danças eram costume pelos âmbitos aristocráticos europeus, chegando pelo Brasil com a família real portuguesa, ao redor da década de 1820 e de início, pelo Rio de Janeiro.

Segundo estudiosos da cultura popular, a quadrilha surgiu com nome pas de dance, contradança de salão da corte francesa.

No período do Império, a dança era apenas para a aristocracia, usada na abertura dos bailes da Corte. Naquela época, os vestidos eram típicos da nobreza, com estrutura e anáguas; os homens vestiam roupas de gala.

Pelo começo da República, a quadrilha começou a ser praticada por classes populares, em especial em áreas rurais. Quando atingiu clubes e ruas, a dança assimilou características regionais, e integrando casamentos rurais.

Os grupos de apresentação em casamentos eram contratados pelos fazendeiros, surgindo tradição da encenação do casamento matuto.

E com popularização, foram incorporados instrumentos como triângulo, zabumba e sanfona. As coreografias ditas em francês, em relação aos nomes, foram aportuguesadas.

No século 20, as quadrilhas seguiam do interior para centros urbanos, com traços caricaturais. A caracterização típica dos praticantes vem da visão estereotipada do homem urbano relacionado com meio rural. Exemplos são roupas remendadas e homens sem dente.

De acordo com Carmem Lélis, a quadrilha não é apenas dança junina, mas movimento social, envolvendo em especial os jovens. Os passos da quadrilha são muito divertidos, sendo enunciados por marcador.

Homens e mulheres ficam em fila, com roupas do interior, em pares de forma alternada. São seguidos passos básicos como anavantú e balancê, com a zabumba, triângulo e sanfona.

E mais um traço especial é o casamento matuto, pois a dança representa comemoração ao matrimônio.

Pelos últimos anos, a quadrilha sofreu mudanças, e atualmente, as mais tradicionais, as matutas, convivem com as recriadas ou estilizadas.

Os figurinos são mais luxuosos, em especial pelo destaque de grupos em competição. Existem críticas contra e a favor das transformações.

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