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Paternidade

Pai ausente: entenda os problemas da ausência paterna

Virou pai e não sabe o que fazer? Não ser um pai ausente já é grande coisa! Confira nossas dicas.

Antigamente, os homens eram criados e condicionados a necessidade de apenas sustentar a família, colocar comida dentro de casa, sem dar suporte emocional à criança. Quem fazia e tinha como obrigação esse papel eram as mulheres, por sua ternura e doçura, que também foram criadas e ensinadas a cuidar da casa e dos filhos.

Porém, com o passar dos anos as mulheres conquistaram o seu espaço na sociedade e a sua independência foi começando a ser desmistificada e seu tempo também se dividiu entre ter que trabalhar, sustentar uma casa e cuidar dos filhos.

Devia ser natural a sociedade reagir às funções básicas do homem, sem taxá-las como algo grandioso. Também é papel do homem como genitor de uma criança ou dono de casa fazer as mesmas coisas que julgam ser necessárias quando feitas pelas mulheres em sua função materna. 

Nos dias atuais se tornou mais comum vermos os homens às vezes cuidando da casa enquanto a mulher sai para trabalhar, às vezes ganha mais do que o homem e arca com as maiores despesas da casa dividindo o tempo em relação aos cuidados dos filhos.

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A obrigação paterna em criar os filhos vem se desmistificando com o espaço ganho pelas mulheres na sociedade.

O que a ausência paterna pode causar? Não seja um pai ausente.

A figura paterna é de extrema importância no processo de uma criança, pois é decisiva para o momento de desenvolvimento cognitivo, afetivo e social, que por fim, formará o adulto. 

Ser um pai ausente nesse momento, pode gerar na criança graves problemas em suas relações pessoais e também profissionais. 

Pode ser observado que crianças que tiveram um pai ausente durante o processo de desenvolvimento, se tornam na maioria das vezes adultos com quadros de depressão, baixa autoestima, ansiedade, falta de confiança em si mesmo e nos outros, gerando inclusive vários tipos de transtornos de personalidade que se não identificados e reconhecidos pelo adulto quando já formada sua cognição, repete o padrão nocivo de comportamento ensinado pelos pais e reflete às demais pessoas de seu círculo social, amoroso e demais pessoas.

Um pai ausente pode causar traumas severos na educação da criança.

Como não ser um pai ausente?

Pai ausente
Não seja um pai ausente

O pai ausente não é só aquele pai que não assume a criança, abandona ou se divorcia da mãe. A ausência paterna é a falta de todo suporte emocional não fornecido durante todo o processo de formação desse adulto. É possível ser um pai ausente mesmo morando na mesma casa que seu filho.

Se as necessidades básicas emocionais e afetivas do seu filho não são supridas por você, é bem provável que ele repita esses padrões de comportamentos aprendidos com você no futuro.

  1. Motive e contribua na formação e rotina de seus filhos
  2. Entenda e atenda às necessidades da criança como não sendo suas mas sim dela, de forma individual (porque é) e sem conexão com os padrões ensinados a você, caso não tenha sido uma infância muito bacana. Não os repita! 
  3. Imponha limites dialogando com seu filho de forma concisa e clara, converse e escute atentamente o que precisa ser dito ou explicado, sem gritos, sem ameaças. Perceba que pais que berram ou falam alto com os filhos apenas recebem respostas com mais gritos ou indiferença. Não seja esse tipo de pai. O tapinha dói sim e pode deixar marcas irreversíveis no emocional de uma criança e por todo o decorrer de sua vida adulta.
  4. Tenha ternura na fala, faça-o entender os motivos pelos quais está sendo educado e sempre apoie os seus sonhos.
  5. Participe das decisões que o envolva, participe dos mínimos detalhes, desde os seus primeiros passos, das reuniões e festas de escola, o acompanhe ao médico. 
  6. Seja lá qual for o motivo que o faça feliz, faça parte disso. Esteja sempre presente!
  7. Observe as habilidades de seu filho e as reforce. Reforce as qualidades e facilidades que ele tem em determinado assunto, área e também reconheça seus esforços quando ele não se sair tão bem assim.
  8. Brinque com o seu filho. Ensine e também se permita a aprender com ele. Se permita às trocas de aprendizados!
  9. Jamais diminua a autoestima e autoconfiança do seu filho, seja muito compreensivo e carinhoso!
  10. Seja um exemplo positivo na vida de seu filho. Seja dentro da relação conjugal com a mãe da criança ou até mesmo caso haja uma separação. Seja em qualquer das situações, sempre ressalte o lado positivo da mãe. Não falem mal um do outro e não briguem na frente da criança.

Essas dicas são de extrema valia para ensinar de forma leve e saudável a como ser um pai presente. Não há segredos! Apenas queira fazer parte de todo o processo, tenha orgulho de seu filho, seja o parceiro com quem ele possa sempre contar, seja o melhor amigo dele.

Faça-o criar confiança em si mesmo, ter empatia, respeitar sempre o próximo e também reconhecer os próprios limites dele.

Se sua infância não foi tão boa, busque ajuda profissional para que você reconheça os pontos que precisam ser corrigidos ou melhorados em você e assim poder ser e educar o seu filho da melhor maneira que puder.

Ser um pai ausente não trará benefícios nem pra você e nem pros seus filhos.

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